No meu ponto de vista, a positividade no exercício da parentalidade está diretamente relacionada com a esperança num mundo melhor e com a capacidade de se agir em conformidade. Um sonho de criança que deve ser alimentado pelos pais, desde bem cedo, pois só assim estes últimos poderão nutrir a criança que têm dentro de si e as crianças que deram uma nova vida à sua vida. Vamos simplificar? Claro que sim! Se almeja mudanças positivas no mundo, para si e para as outras gerações, vai querer agir em consonância com esse ambicioso desejo. Logo, ao assumir esse compromisso, quererá ser um melhor modelo para os seus filhos, porque sabe que as figuras significativas da vida deles são muito influentes nas suas ações futuras. Em boa verdade, é um modo de ser e de estar (assumido em toda a linha do tempo) com efeitos práticos benéficos a curto, médio e longo prazo. Essas novas atitudes e comportamentos mudarão positivamente a sua vida e a dos seus filhos. Dessa forma, o mundo mudará para melhor. O que ganha(m) com isso? Prova a si mesmo(a) que é capaz de mudar o mundo (deixando de ser uma utopia de criança e de adolescente!) e dá um excelente exemplo aos seus filhos, ou seja, ensina-lhes que eles também têm esse poder. Assim, no futuro, será bem melhor ouvir os seus netos dizerem aos seus filhos o seguinte: “És igualzinho(a) ao teu pai!” ou “És igualzinho(a) à tua mãe!”. Portanto, acredite que modelos positivos contribuem para um mundo melhor. Está mais motivado(a) para mudar o mundo, adotando atitudes e comportamentos de uma parentalidade positiva? Se sim, deixo-lhe três sugestões para incluir no quotidiano da sua família: dê aos seus filhos liberdade para sorrir (e sorria com eles); permita aos seus filhos momentos de liberdade para imaginar e criar (e viaje com eles ao mundo da imaginação e da criatividade); e crie um contexto facilitador onde exista liberdade para errar, não esquecendo de lhes dizer que o erro é importante ao longo do seu desenvolvimento (e ensine aos seus filhos que os pais, em particular, e que os adultos, em geral, também erram e que isso os ajuda a serem melhores pais e adultos, respetivamente).

Por Tiago Balão,  Psicólogo, terapeuta de casal e familiar

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