Durante muitos anos acreditou-se que as crianças aprendiam quando eram punidas ou castigadas severamente, verdade?

Acreditava-se que era necessária uma emoção negativa para aprender. Ao longo dos anos fomos compreendendo que essas emoções negativas marcavam de forma tão nefasta que, em vez de evoluírem, as crianças ficavam profundamente tristes, paralisadas, desacreditadas em si próprias e, em muitos casos, traumatizadas.  

Fomos, assim, percebendo que é altamente contraproducente castigar para aprender lições. Apenas se apreendiam marcas negativas que separavam famílias, pais e filhos, professores e alunos.  

Mas, então, impõe-se pensar: senão aprendem a mal, aprenderão, então, a bem?

Não é a só a bem. É com Alma e Coração.

Se a primeira palavra que aprendo a dizer é não, conseguimos captar o poder desta aprendizagem?

Se a primeira letra que aprendo é a letra inicial do meu nome, qual o valor e significado que dou a esta aprendizagem?

Se os primeiros números que aprendo dão sentido ao número de dedos que tenho na mão, qual a importância desta conquista?

Se as frases escritas me fazem compreender melhor o mundo, haverá maior entusiasmo que esse?

As crianças precisam de se emocionar para aprender. Precisam de sentir valor, alegria e conexão íntima com as aprendizagens. Não raras vezes encontro crianças desligadas do sentido da escola, do sentido das aprendizagens. Essas crianças não têm problemas, (apenas?) ainda não encontraram valor nas aprendizagens. Parece que ainda não sabem o porquê de aprendermos. E não, não é [só] para terem um trabalho no futuro. Isso seria demasiado abstrato e longínquo para ter significado e emoção.

Aprendo para conhecer o mundo e para me conhecer a mim. É necessário brincar aos reis para entender a história, brincar às experiências para entender as ciências, cantar músicas para entender a língua materna e é necessário, finalmente, um veículo adulto ligado emocionalmente capaz de mostrar o sentido das e nas aprendizagens.

Aprendo, assim, que sem emoção nada que aprendo ganha vida e fica para vida.

Maria Andresen| Psicóloga Clínica

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